Presente
Reticente
...e lá estavam, descansando, numa paz até então pouco experimentada por todos, quando começaram a se lembrar de tudo o que ocorrera naquele ano. O motivo pelo qual conseguiam estar lá parados, num momento que chegava a ser chato de tão calmo. Sentiram falta da agitação que os uniu pela primeira vez; das brigas que pareciam intermináveis, mas que de repente se transformavam de alguma forma em uma alegria que contagiava todos que estavam ao redor (que por sua vez não conseguiam entender como o que parecia uma briga que teria conseqüências desastrosas acabara daquela maneira com vários sorrisos). E ninguém sabia o que fazer, como normalmente não sabe. E então, um ou outro que era um pouco mais sensato percebeu que de briga aquilo não tinha nada. Apenas uns bons amigos de longa data, um pouco mais empolgados do que o normal se divertindo absurdamente e matando a saudade. A animação que contagiava a todos...
Silêncio
E tudo perdeu o sentido. De novo. A noite fria e silenciosa dava uma impressão de solidão, que não passava por nada. O vento batia e dava calafrios. Esses calafrios lembravam a infância, sozinha e triste. Sempre à procura de uma pessoa em quem confiar, uma pessoa pra servir de guia, pra mostrar-lhe o caminho. Esperando por uma mão que salvasse do fundo do poço, tirasse da lama, desse tapinhas nas costas, mas também um tapa na cara quando fosse necessário. E então o vento parou. E voltou a solidão do momento em que se encontrava: no meio da rua, sem ter pra onde ir, pra onde olhar, com quem falar. Mas aí, em meio a esse silêncio todo, pôde perceber que em momentos assim podia encontrar respostas que não havia encontrado quando no meio das pessoas. Pessoas que por vezes aparentavam ser companheiras, mas que na verdade não estavam lá quando precisavam estar. Então sorriu. No meio da sua solidão, sentiu-se bem. Confortável. Em paz. E aquele sorriso silencioso fez tudo parecer bem.
Momento
O caos estava por todo lugar. A fumaça que saía das chaminés, o barulho dos motores dos carros, as motos buzinando a todo momento. A vontade era de sumir. Ir para algum lugar distante o suficiente para abstrair. Quem sabe desejando com muita força isso não ocorra? E então desejou. Com toda a força que ainda restava. Não era muita, mas mesmo assim foi suficiente. E aquela vontade súbita de que tudo à sua volta desaparecesse pareceu finalmente surtir algum efeito. Esse efeito que era o foco principal de seus sonhos há algum tempo. Pôde-se perceber que quando um desejo é muito forte, ele acaba se tornando realidade. E então tudo ficou calmo. O mundo parecia diminuir seu ritmo lentamente, parando por fim. As coisas tornaram-se muito claras e simples. Tudo o que sempre foi considerado complexo começou a se demonstrar trivial. Os problemas desapareceram, as intrigas também. A insegurança deu lugar à confiança. A dúvida deu lugar à certeza. A ansiedade, à paciência. E tudo ficava mais belo. O desabrochar das flores era como o nascimento de bebês. Vida nova, vida bela. Vida cheia de significado, que sua vida tinha perdido. Foi quando finalmente se deu conta do que tinha perdido na vida. Um sentido. Um rumo para seguir. Escolhas pra fazer. E como num passe de mágica o caos voltou. O mundo estava a toda velocidade mais uma vez. Só que dessa vez, a vontade não era de sumir, e sim de fazer as coisas andarem. Fazer com que as coisas passassem a ter um fundamento que pudesse ajudar com que o caos não fosse mais o agente consumidor que era, mas sim um agente inspirador, que pudesse transformar momentos de tédio em momentos de criação, ânimo, empolgação. Com o pensamento revigorado, começou a dar as coisas o valor que elas realmente mereciam. O valor que fazia com que todo o caos não fosse mais criador de desespero, mas sim o motivador para propagação da harmonia.
- lar.
e agora, depois de muito tempo, eu volto a ter um teto meu.
um lugar onde eu posso ouvir música sem fone. um lugar onde eu posso falar alto. um lugar onde eu posso estudar. um lugar onde eu posso fazer festas. um lugar onde eu arrumo só as minhas coisas. um lugar onde eu tenho como receber meus amigos. um lugar onde as pessoas não precisam pagar pra me visitar. um lugar onde eu posso acordar cedo e ir ver o mar. um lugar onde eu faço o que eu quero.
tudo isso pode parecer muito simples e corriqueiro (tirando a parte de ver o mar), mas quando a gente é de certa forma privado disso, faz uma falta que não tem como descrever.
home sweet home. é. agora dá pra falar isso. e sem forçar nem um pouco...
hoobastankpieces
[edit]hoje, 5 de março, é aniversário de uma pessoa muito, mas muito foda e importante pra mim. só que eu não vou fazer um post pra ela no blog pq ela não merece isso. o que ela merece eu não tenho como oferecer. então ficam meus singelos 'parabéns' e uma simples ligação, já que um abraço não será possível pelo segundo ano seguido.[/edit]
- fim de semestre
eu acho que nunca odiei tanto uma época do ano quanto agora.
provas, trabalhos, seminários, relatórios, exames.
tudo isso em 2, 3 semanas. é de quebrar as pernas.
pelo menos acabando isso eu volto pra casa e mato a saudade da galera!
agora mudando de assunto totalmente, provavelmente essa semana eu vá ver uma casa pra mudar lá pro cassino. ae morar do lado da praia e receber visitas do povo que mora longe, NÉ?
afinal, 1 ano aqui e ainda não veio ninguém.
tem só mais 4 de facul, e, talvez, mais uns 2, 3 de mestrado.
espero que nesse tempo já tenham vindo me visitar várias vezes, passar o verão aqui, curtindo uma praia e tals, não? haha
bom. vou indo pra aula agora. :S
beijos e queijos ;*
jets to brazil sweet avenue
- teoria.
eu lendo minhas coisas idiotas achei uma coisa meio engraçada, estranha e confusa, mas enfim.. é como se fosse uma 'teoria da supremacia onipotente' ou algo do estilo.
isso vem do iluminismo e tals. havia uma espécie de teoria que dizia que na verdade somente eu existo e as outras pessoas são, na verdades, ilusões criada por um ser maligno que pretende me controlar.
seria isso realmente possível? de certa forma eu acredito que sim, afinal penso, logo, existo, mas e o resto do mundo? quem me garante que conseguem pensar por eles próprios?
autopilot off blind truth
