eu

21 anos, faculdade, música, amigos, família, futebol. surpresas. longe de tudo e de todos. saudade de tudo e de todos. nascer do sol, pôr do sol, lua cheia, mar e areia, festa e casa, tranquilidade, paz, harmonia, felicidade. amor e mais amor, carinhos, sorrisos, abraços. abraços, sorrisos, carinhos, mais amor e amor. violão, baixo, saudade, esperança, fé. curiosidade, sede por conhecimento, paciência.

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universo, galáxias, estrelas, planetas, satélites. oceanos, mares, rios, lagos, lagoas. florestas, matas, árvores, grama. baleias, elefantes, girafas, leões, macacos, homens. do maior pro menor, não necessariamente nessa ordem, cada um com sua incomparável beleza, simplicidade e compelxidade. bonito ou feio, inteiro ou meio, cada um encanta com suas características ímpares, e fazem com que nos recolhamos à nossa insignificância perante o todo.

Mary had a little lamb.


E ele não conseguia dormir mais uma vez. Não sabia o motivo, só sabia que tentava e não conseguia. Deitava na cama, rolava pra lá, rolava pra cá e o sono não chegava. Havia tentado de tudo: ouvir música calma, ficar quieto, pensar em alguma coisa, mas não adiantava. E essa não era a primeira vez. Pelo contrário, a semana toda era a mesma chatice, de precisar dormir pra acordar cedo no outro dia e não conseguir.
Seriam as férias forçadas? Provavelmente não. O tédio dá sono. E nem assim consegue dormir. Insônia também é pouco provável, pois não há preocupação nenhuma, nem nada que possa tirar-lhe o sono. Então o que poderia ser?
E continuou a pensar, sem chegar a nenhuma conclusão. Não dormiria na frente da tv mais uma vez. O sofá, sempre tão confortável, o deixa com dores nas costas, justamente por não ser projetado para servir de colchão.
E então a madrugada ia caindo cada vez mais. A hora de acordar se aproximava e ele nem tinha conseguido dormir ainda.
Foi então que percebeu que chovia lá fora. Aquele barulho das gotas batendo no seu telhado, na sua janela... Parou pra prestar atenção e foi ouvindo aquele som gostoso. E essa chuva funcionou melhor do que qualquer contagem de carneirinhos que se tenha notícias.

Carpe Diem

Primeiramente, esse texto não é meu. Recebi por email e achei muito bom, ae deu vontade de postar aqui. Os créditos estão no fim ;)

Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo te'rminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.
Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.
Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje. Revista Exame – Adriano Silva

Nesse finalzinho (não itálico) parece que o cara tirou as palavras da minha boca. Descreveu toda uma filosofia de vida em poucas linhas. E muito bem.
As vezes as coisas simples são as mais complexas. E essas coisas fazem um bem que não tem como se descrever.
Então, pessoas, aproveitem o 'agora'. Pois o 'agora' é tudo o que realmente existe. O resto é só coisa que fica na sua cabeça.

Presente


E uma vez ele resolveu parar pra pensar no que tinha feito com sua vida. Valia a pena mesmo deixar tudo de lado e recomeçar? Era importante continuar com o seu plano e dar mais importância para o futuro do que para o passado? Era isso realmente que ele queria?
Então, conforme esses pensamentos rodavam em sua cabeça, ele começou a pensar no que poderia fazer para não mais ficar confuso com eles, mas sim aprender e crescer. Afinal, a distância era uma grande professora. A saudade talvez ainda maior.
Percebeu que quando se ficava longe por muito tempo, algumas coisas ficavam mal, mas muitas outras melhoravam. E aí valia algo que havia ouvido falar quando criança e até então não precisara confirmar se era verdade: A solidão ensina.
E ele realmente aprendeu. Aprendeu que a saudade nunca é tão grande que não se possa matar. Aprendeu que a amizade nunca é tão intensa que não se possa crescer ainda mais. Aprendeu que sempre que se está triste haverá um ombro amigo para desabafar. Aprendeu que nada é impossível. Que se há força de vontade, há uma esperança.
E então voltou a si. Aquele tempo que ficara pensando o mostrou que a escolha havia sido correta. O seu sonho estava mais próximo. O seu caminho estava trilhado. O seu futuro o aguardava logo ali. E o seu passado estava mais vivo do que nunca: no seu presente.

Reticente

...e lá estavam, descansando, numa paz até então pouco experimentada por todos, quando começaram a se lembrar de tudo o que ocorrera naquele ano. O motivo pelo qual conseguiam estar lá parados, num momento que chegava a ser chato de tão calmo. Sentiram falta da agitação que os uniu pela primeira vez; das brigas que pareciam intermináveis, mas que de repente se transformavam de alguma forma em uma alegria que contagiava todos que estavam ao redor (que por sua vez não conseguiam entender como o que parecia uma briga que teria conseqüências desastrosas acabara daquela maneira com vários sorrisos). E ninguém sabia o que fazer, como normalmente não sabe. E então, um ou outro que era um pouco mais sensato percebeu que de briga aquilo não tinha nada. Apenas uns bons amigos de longa data, um pouco mais empolgados do que o normal se divertindo absurdamente e matando a saudade. A animação que contagiava a todos...

Silêncio

E tudo perdeu o sentido. De novo. A noite fria e silenciosa dava uma impressão de solidão, que não passava por nada. O vento batia e dava calafrios. Esses calafrios lembravam a infância, sozinha e triste. Sempre à procura de uma pessoa em quem confiar, uma pessoa pra servir de guia, pra mostrar-lhe o caminho. Esperando por uma mão que salvasse do fundo do poço, tirasse da lama, desse tapinhas nas costas, mas também um tapa na cara quando fosse necessário. E então o vento parou. E voltou a solidão do momento em que se encontrava: no meio da rua, sem ter pra onde ir, pra onde olhar, com quem falar. Mas aí, em meio a esse silêncio todo, pôde perceber que em momentos assim podia encontrar respostas que não havia encontrado quando no meio das pessoas. Pessoas que por vezes aparentavam ser companheiras, mas que na verdade não estavam lá quando precisavam estar. Então sorriu. No meio da sua solidão, sentiu-se bem. Confortável. Em paz. E aquele sorriso silencioso fez tudo parecer bem.

Momento

O caos estava por todo lugar. A fumaça que saía das chaminés, o barulho dos motores dos carros, as motos buzinando a todo momento. A vontade era de sumir. Ir para algum lugar distante o suficiente para abstrair. Quem sabe desejando com muita força isso não ocorra? E então desejou. Com toda a força que ainda restava. Não era muita, mas mesmo assim foi suficiente. E aquela vontade súbita de que tudo à sua volta desaparecesse pareceu finalmente surtir algum efeito. Esse efeito que era o foco principal de seus sonhos há algum tempo. Pôde-se perceber que quando um desejo é muito forte, ele acaba se tornando realidade. E então tudo ficou calmo. O mundo parecia diminuir seu ritmo lentamente, parando por fim. As coisas tornaram-se muito claras e simples. Tudo o que sempre foi considerado complexo começou a se demonstrar trivial. Os problemas desapareceram, as intrigas também. A insegurança deu lugar à confiança. A dúvida deu lugar à certeza. A ansiedade, à paciência. E tudo ficava mais belo. O desabrochar das flores era como o nascimento de bebês. Vida nova, vida bela. Vida cheia de significado, que sua vida tinha perdido. Foi quando finalmente se deu conta do que tinha perdido na vida. Um sentido. Um rumo para seguir. Escolhas pra fazer. E como num passe de mágica o caos voltou. O mundo estava a toda velocidade mais uma vez. Só que dessa vez, a vontade não era de sumir, e sim de fazer as coisas andarem. Fazer com que as coisas passassem a ter um fundamento que pudesse ajudar com que o caos não fosse mais o agente consumidor que era, mas sim um agente inspirador, que pudesse transformar momentos de tédio em momentos de criação, ânimo, empolgação. Com o pensamento revigorado, começou a dar as coisas o valor que elas realmente mereciam. O valor que fazia com que todo o caos não fosse mais criador de desespero, mas sim o motivador para propagação da harmonia.

- lar.

e agora, depois de muito tempo, eu volto a ter um teto meu.
um lugar onde eu posso ouvir música sem fone. um lugar onde eu posso falar alto. um lugar onde eu posso estudar. um lugar onde eu posso fazer festas. um lugar onde eu arrumo só as minhas coisas. um lugar onde eu tenho como receber meus amigos. um lugar onde as pessoas não precisam pagar pra me visitar. um lugar onde eu posso acordar cedo e ir ver o mar. um lugar onde eu faço o que eu quero.
tudo isso pode parecer muito simples e corriqueiro (tirando a parte de ver o mar), mas quando a gente é de certa forma privado disso, faz uma falta que não tem como descrever.
home sweet home. é. agora dá pra falar isso. e sem forçar nem um pouco...


hoobastankpieces



[edit]hoje, 5 de março, é aniversário de uma pessoa muito, mas muito foda e importante pra mim. só que eu não vou fazer um post pra ela no blog pq ela não merece isso. o que ela merece eu não tenho como oferecer. então ficam meus singelos 'parabéns' e uma simples ligação, já que um abraço não será possível pelo segundo ano seguido.[/edit]